sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Adaptação à Creche: crianças e pais


Uma das principais preocupações dos Pais em relação à iniciação da Creche dos seus filhos é a Adaptação. Quando os pais colocam o seu filho numa Creche são portadores de vários receios e de imensas dúvidas:

- Será que o meu filho vai ficar bem?
- Será que lhe vão dar a devida atenção?
- Será que o vão mimar?
- Será…? Será… ?

Existem demasiadas dúvidas que perturbam muito os pais, principalmente nos primeiros dias de Creche. Todas estas dúvidas e inquietações, que tanto atormentam os pais, são compreensíveis e legítimas, pois vão deixar os seus pequenos “tesouros” com pessoas que lhes são estranhas; no entanto sem se aperceberem os pais são os principais transmissores de ansiedade e angústia para as crianças.

É geralmente conhecido que os bebés se adaptam com mais facilidade a tudo o que é novo, como novas situações e ambientes, e quanto mais cedo a criança entrar para a Creche, mais fácil será a sua adaptação, apesar de ser uma fase mais complicada para os pais, porque os seus pequenotes são demasiado indefesos.

Nesta fase inicial da vida de uma criança, principalmente quando vai para a Creche, há sempre um adulto na sala com quem a criança irá criar laços afectivos mais fortes e intensos, a esta situação, chama-se vinculação. Esta vinculação vai dar/trazer à criança uma maior segurança, que vai fazer com que esta se sinta protegida e consiga então, transmitir aos pais que está bem, serena e tranquila sempre que vai para a Creche. Por norma, numa fase inicial, aconselha-se os pais que nos primeiros dias a criança fique poucas horas na Creche, isto acontece porque a ansiedade dos pais é grande e reflecte-se nas crianças.

A Educadora Carina Portinha manifesta a sua opinião da seguinte forma:
"Na minha experiência profissional, como Educadora de Infância, e a trabalhar há 4 anos em salas, cujas crianças provém do meio familiar, normalmente tenho uma reunião individual antes do inicio do ano lectivo com os pais de cada criança, aos quais peço para que na primeira semana de creche a Adaptação seja gradual, isto é, no 1º dia de Creche dos filhotes, convido os pais a permanecerem na sala com as crianças toda a manhã, no 2º dia já deixarão a criança 1 hora na sala e os pais vão-os buscar após essa hora, no 3º dia a criança já fica toda a manhã e já almoça, e vai embora com os pais depois de almoçar, no 4º dia a criança para além de ficar toda a manhã, de almoçar também já irá dormir a sesta na Creche e no 5º dia a criança permanecerá um dia completo na Creche.
Uma adaptação feita nestes moldes ajuda a criança e os pais a se adaptarem de uma forma lenta e gradual, diminuído assim a ansiedade de ambos.
Costumo dizer que a adaptação dos pais é mais difícil que a das crianças, ou seja, uma criança habitua-se mais facilmente à separação da figura parental do que os pais à separação dos filhos."


Terminada a primeira semana de adaptação, é também importante referir que se a criança tiver algum objecto que a acompanha sempre (boneco, fralda de pano, etc.) é importante que esse objecto venha sempre com a criança, pois é chamado de Objecto de Transição. Estes objectos designados por  objectos transaccionais, são usados pela criança como um suporte na conquista da autonomia, uma vez que são uma espécie de substituto materno e permitem à criança organizar-se na ausência das figuras de referência. As crianças ao se sentirem sozinhas na cama, por exemplo, usam esses objectos para se sentirem mais confiantes.


Há diversos motivos que causam esta ansiedade, no entanto é importante que não se transmitam os receios, as angústias e as preocupações dos pais para as crianças, é por isso essencial que haja segurança por parte dos pais, quando vão deixar os filhos na Creche, mesmo que a criança chore ou implore para não ficar ali, é importante que os pais não cedam a este tipo de “chantagem” feita pelas crianças. A firmeza dos pais tem um papel extremamente importante nesta hora, pois há que explicar aos filhos com todo o carinho e amor que os vão buscar ao final do dia, porque apesar de gostarem muito deles têm de ir trabalhar. A criança aos poucos vai percebendo a rotina e saberá que ao fim do dia os pais a vão buscar, criando assim na criança segurança e estabilidade.

Neste período de ansiedade de separação e angústia a criança pode mostrar relutância em deixar a mãe, rabugenta e difícil de consolar, contudo este comportamento da criança acabara por desaparecer. Este período da adaptação não tem tempo certo de duração, vai depender de cada criança e de cada caso. Estima-se que apenas cerca de 3% a 4% das crianças não se conseguem adaptar à Creche e isto normalmente acontece por culpa de familiares directos (pais, avós, …) que reagem mal às rotinas e regras que serão impostas na criança.

"Por último, gostaria de deixar a minha opinião pessoal aos pais: “Quando o seu filho fizer uma “birra” a dizer que não quer ir para a Creche, poderá esta apenas querer testar os pais para ver se consegue fazer com que estes cedam, e assim atingir os seus objectivos, de fazer apenas o que deseja. Perante esta situação os pais, por muito que lhes custe, devem dar um mimo à criança, dizer-lhe que ela tem de ficar, porque os pais a vão buscar, e devem sair da Creche sem dar demasiada importância à “birra”, apesar de ser muito complicado para os pais, este comportamento é o mais adequado."

conteúdo retirado de Guia da Família, cedido pela Educadora Carina Portinha

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

APSI e RTP - A escolha da cadeirinha adequada no "Arco-Iris"


Para os pais que esta manhã levaram os filhos à nossa escola e se depararam com a campanha de sensibilização da APSI, em parceria com a PSP de Mirandela, este assunto já não lhes é estranho, bem como para quem teve a oportunidade de assistir ao Jornal da Tarde da RTP1 (poderão assistir à reportagem aqui).

Segundo a APSI, "as crianças não são adultos em miniatura e têm características específicas, que as tornam mais vulneráveis num acidente de automóvel!

A diferença mais determinante é o tamanho e peso da cabeça – que representa cerca de 25% do peso do corpo – combinada com um pescoço ainda frágil. Estas características levam a que, ao transportarmos uma criança no automóvel de frente para o trânsito, o movimento da cabeça possa provocar lesões muito graves e por vezes irreversíveis, no caso de um acidente. Se a criança viajar numa cadeirinha (Sistema de Retenção para Crianças) de costas para o trânsito, a sua cabeça e pescoço são apoiados uniformemente no momento do embate.

É por esta razão que a APSI recomenda que as crianças viajem no automóvel de costas para o sentido do trânsito até cerca dos 3 ou 4 anos. Esta recomendação é também suportada pela Aliança Europeia de Segurança Infantil e pela ANEC, European Voice of Consumers in Standardization, associação europeia de consumidores. Também a Direcção Geral da Saúde defende o transporte de crianças de costas desde o nascimento até aos 3 ou 4 anos, tendo publicado uma Orientação Técnica sobre esta matéria.

Embora só recentemente seja possível encontrar à venda em Portugal modelos de cadeiras que permitem transportar as crianças de costas até esta idade,
existem países (como a Suécia, por exemplo) em que a maior parte das crianças viaja de costas até aos 3 aos 4 anos; nestes países, a mortalidade como passageiro nestas faixas etárias é praticamente inexistente, o que demonstra que esta é uma opção eficaz na protecção das crianças."

Deixamos aqui o panfleto informativo, bem como a página da APSI, onde poderão obter mais esclarecimentos.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Qual a importância do brincar

A Criança e o Brincar

Desde sempre vemos crianças a brincar, sozinhas ou em grupo, com ou sem brinquedos e inventando elas próprias diversas brincadeiras. O brincar é uma lembrança comum das vivências humanas, algo que todos já experimentámos. Mas qual a função dos brinquedos? Qual a importância do brincar? E como podemos estimular o brincar?

O brinquedo é o elo de ligação entre a criança e o mundo, através dele a criança comunica as suas emoções, pensamentos e conflitos, ele serve como catalisador da brincadeira. Os brinquedos devem ser usados para brincar, para a criança mexer, não para serem meros objectos decorativos inacessíveis à criança, os brinquedos que não brincam não servem o seu propósito de construção. Com o brinquedo a criança aprende, imagina, cria, comunica, ou seja, possibilita novas formas de ser e de estar.

O brincar é uma actividade que permite à criança desenvolver (Longuini):• Uma forma de aprender sobre si mesma e sobre o mundo que a rodeia;
• A criança é autora no seu próprio desenvolvimento, construindo e adaptando-se ao ambiente, modificando e actualizando os seus esquemas básicos;
• Desenvolve a capacidade de interacção e aprende a lidar com o limite;
• Aprende regras e normas sociais de comportamento e os hábitos determinados pela cultura;
• Elabora hipóteses para a resolução dos seus problemas;
• Toma atitudes além do comportamento habitual da sua idade, pois procura alternativas para transformar a realidade;
• Trabalha com o imaginário. Os seus sonhos e desejos na brincadeira podem ser realizados facilmente, quantas vezes o desejar, criando e recriando as situações que ajudam a satisfazer alguma necessidade presente no seu interior;
• Experimenta emoções como a alegria, a tristeza e o medo;
• Ganha autoconfiança e aprende a fortalecer os seus laços afectivos;
• É uma forma agradável de crescer;
• Desenvolve a linguagem e a narrativa;


O brincar na criança favorece o desenvolvimento de vários aspectos da personalidade mas, para tal, é necessário que o ambiente também facilite o brincar da criança. Desta forma, pais e educadores poderão contribuir de forma eficaz (Longuini):• Ao disponibilizarem tempo para as brincadeiras;
• Estarem atentos à idade e às necessidades de cada criança para disporem de brinquedos adequados;
• Respeitar e propiciar elementos que favoreçam a criatividade das crianças;
• Enriquecer e valorizar as brincadeiras realizadas pelas crianças; Integrar-se como participante das brincadeiras, interessando-se por elas, serem autênticos;
• Colocarem-se ao nível da criança e reflectirem sobre as brincadeiras e sentimentos;
• Ajudar a resolver conflitos;
• Considerar as preferências de cada criança. Através das brincadeiras ela terá a oportunidade de expressar os seus interesses, necessidades e preferências. O papel do educador será o de propiciar-lhes novas oportunidades e novos materiais que enriqueçam as suas brincadeiras, porém, respeitando a vontade e a motivação da criança de forma a não forçá-la a realizar determinada brincadeira ou a participar;
• Não reforçar papéis sexistas e/ou outros valores do educador que limitem a expressão da criatividade e da personalidade;
• A brincadeira é centrada na criança, é ela a personagem principal, os pais e educadores acompanham-na nesta aventura.

A brincadeira é uma necessidade da criança, quanto mais ela brinca melhor consegue superar os seus conflitos e as suas dificuldades, estando assim disponível para um desenvolvimento positivo.

Texto retirado daqui.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ano lectivo 2011/2012



O Complexo de Infância "Arco-Íris" informa que dia 1 de Setembro de 2011 daremos início a mais um ano lectivo.

Para os papás da Creche, não se esqueçam de trazer os seguintes materiais:
* babetes
* lençóis
* chupetas

Informamos também que...
Imagem de Graça Alves

Contamos com a presença de todos!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Planificação de Verão: Verão divertido

Manhãs




Tarde










As tardes no Conplexo de Infância "Arco-Íris", transformaram-se numa verdadeira brincadeira com água e um relaxamento no relvado, com Yoga, jogos e conversas animadas.


Óptimas férias a todos!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sala dos 4 anos - As ilhas ecológicas

Durante o ano lectivo de 2010/2011 trabalhamos a reciclagem e o nosso Projecto de Sala tinha por título "O Planeta Reciclagem".

No mês de Junho, os nossos meninos dos 4 anos andaram a fazer visitas pelas ilhas ecológicas da nossas cidade e foi com imensa tristeza que verificaram que algumas delas se encontravam avariadas.
O mais triste, é que algumas já se encontram "fora de serviço" à demasiado tempo, impossibilitando os munícipes de fazer a separação do lixo.

Cheios de vontade de ajudar a limpar a nossa cidade, escrevemos uma carta endereçada ao nosso Presidente da Câmara Municipal, pedindo que reparassem todas as ilhas ecológicas da cidade.

Até ao momento não recebemos respostas, mas queremos acreditar que as nossas palavras e os nossos registos desta visita terão sido tidos em conta pelo nosso autarca.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Novo look


Com a aproximação do início de um novo ano lectivo, o Arco-Íris achou por bem alterar o seu layout e dar uma um novo look ao blog.
Procedemos então a algumas alterações, que esperamos que sejam do vosso agrado.

Continuação de boas férias e até Setembro, cheias de novidades!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Resultado da reunião de Pais - Sala dos 2 anos

Bem, mais uma vez, a nossa reunião correu muito bem.
Os  pais puderam assistir ao filme das actividades realizadas durante todo o ano (e adoraram, pois fartaram-se de rir!)

Depois reunimo-nos no refeitório e estiveram a ver as diversos documentos (Avaliações, Planos Individuais, Registos, entre outros).
No final foi entregue um Questionário de Avaliação da Satisfação dos Clientes e é com prazer que verificamos que, apesar de distraídos (não é papás?) a opinião dos nossos pais, relativamente aos nossos serviços, é bastante satisfatória.

Queremos continuar a trabalhar para um objectivo comum.
No final, ainda tivemos um lanchinho: sumo, chá e farturas! Espero que tenham gostado.

Até ao próximo ano lectivo, papás!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Concurso de Recolha Selectiva de Pilhas - os resultados


Pois é! É bem verdade! Nem queriamos acreditar, mas o nosso esforço foi mais que suficiente para arrecadarmos o 1º lugar no concurso das pilhas!

Os nossos meninos e as suas famílias, que muito contribuiram, estão de parabéns.
Fomos uns autênticos...


E já estamos a pensar no próximo ano lectivo!

Boas férias!